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Cartas e mais Cartas....

 

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

 

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

 

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

 

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

 

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)

 

(Álvaro de Campos)



Escrito por Lana às 08h32
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Quem sabe...

"O que tens de verdadeiramente teu por trás de todo esse fascínio, ou acaso o que me encanta é seu vazio?..."



Escrito por Lana às 23h21
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Confesso

 

 

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo
em paz

Não
vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar seu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

 

(Ana Carolina)



Escrito por Lana às 22h29
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"Não sabes por quantas vezes tua ausência se repetiu em meus olhos...
Sofro de volúpia, não vou converter minha agonia em versos singelos.
Ser teu amor talvez seja meu destino...
Tenho comigo tanto de tí...tantas noites na memória...
O amor quer tão pouco de si, quase sempre apenas um cenário:
a dor que não cabe em nós..."

(Floriano Martins)



Escrito por Lana às 21h08
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Sábado, lua, rua e.....

Ela me deitou na rua, em cima do calçamento

E eu sabia que era loucura que era coisa de momento

Pensei até que era a lua danada no quarto crescente

Ou era fúria de maré crescendo dentro da gente

E eu me sentia suada e eu me sentia escura

Mas não tinha medo de nada, que toda paixão dá coragem

E me deitei na calçada com orgulho e vadiagem

E quanto mais me sujava, mas me sentia à vontade

Mas eu queria e deixava, mas eu pedia e mais dava

E ria, gemia e brincava de ter tanta liberdade

Ela me deitou na rua numa qualquer de passagem

E eu sabia que era loucura que era coisa de um momento

De grande camaradagem

 

(Lua  by Bruna Lombardi - Adaptado)



Escrito por Lana às 12h23
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